O agitado mercado de clínicas de diálise no Brasil: gigante sueco faz aquisições

Publicado em 11/02/2026 • 5 min de leitura

Mercado de diálise no Brasil e expansão da Diaverum
A consolidação do mercado de nefrologia no Brasil atrai gigantes internacionais.

O setor de nefrologia no Brasil está passando por um momento de intensa movimentação. O gigante sueco Diaverum, um dos maiores players mundiais em serviços de cuidados renais, acaba de anunciar a aquisição de quatro novas clínicas no interior de São Paulo.

A Diaverum, que pertence ao fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala, está absorvendo unidades que faziam parte do grupo regional Lund Nefrologia. Esta movimentação estratégica reforça a presença da companhia no país e sinaliza um aquecimento no mercado brasileiro de diálise para pacientes crônicos.

Expansão no Interior de São Paulo

As quatro novas unidades integradas à rede Diaverum estão localizadas em cidades estratégicas do interior paulista:

  • Itu: Clínica Lund de Nefrologia;
  • Sorocaba: Duas unidades do Centro de Diálise e Transplante Renal (CDTR);
  • Itapetininga: Instituto de Nefrologia e Diálise.

Com essa aquisição, a firma sueca — que já opera mais de 450 clínicas em 24 países — amplia sua capilaridade no Brasil, onde já possui unidades tanto em São Paulo quanto na região Nordeste.

Movimentações no Mercado Nacional

A expansão da Diaverum ocorre simultaneamente à chegada de outros competidores internacionais. Recentemente, o conglomerado argentino Olmos também sinalizou sua entrada no mercado brasileiro por meio da compra de clínicas da DaVita.

A DaVita, atualmente líder do segmento no país, está realizando desinvestimentos por obrigação de um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Curiosamente, a própria Diaverum já havia alertado o órgão regulador sobre possíveis riscos competitivos causados pela estratégia de aquisições da DaVita anteriormente.

Histórico de Crescimento da Diaverum no Brasil

Nos últimos anos, a companhia sueca tem investido pesadamente na aquisição de institutos renomados no território brasileiro, incluindo:

  • Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano;
  • Abertura de uma unidade moderna em Aracaju.

Impacto para os Pacientes

A entrada de grandes grupos internacionais costuma trazer investimentos em tecnologia, protocolos de segurança de ponta e infraestrutura. Para o paciente que depende de tratamentos como a hemodiálise, a consolidação do mercado pode significar o acesso a centros com padrões de qualidade globais.

O Brasil possui uma das maiores redes de diálise do mundo, e a modernização dessas clínicas é essencial para garantir a longevidade e o bem-estar dos pacientes renais crônicos.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quem é a Diaverum?

A Diaverum é uma empresa de origem sueca, líder global em serviços de nefrologia, presente em 24 países e com uma rede de mais de 450 clínicas ao redor do mundo.

2. O que muda nas clínicas adquiridas?

Geralmente, as clínicas passam por um processo de integração de sistemas, adoção de protocolos médicos globais da rede e melhorias na infraestrutura física e tecnológica.

3. A aquisição afeta o atendimento pelo convênio ou SUS?

Na maioria dos casos, os contratos existentes são mantidos. A mudança de gestão visa otimizar a operação, mantendo o foco no cuidado integral ao paciente.

4. Por que o mercado brasileiro é tão visado?

Devido ao tamanho da população e ao sistema de saúde estruturado, o Brasil representa uma oportunidade de escala para grandes grupos que buscam consolidar operações de diálise em mercados emergentes.

Fonte: Adaptado de notícias do setor e divulgações institucionais. (2026).