O setor de nefrologia no Brasil está passando por um momento de intensa movimentação. O gigante sueco Diaverum, um dos maiores players mundiais em serviços de cuidados renais, acaba de anunciar a aquisição de quatro novas clínicas no interior de São Paulo.
A Diaverum, que pertence ao fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala, está absorvendo unidades que faziam parte do grupo regional Lund Nefrologia. Esta movimentação estratégica reforça a presença da companhia no país e sinaliza um aquecimento no mercado brasileiro de diálise para pacientes crônicos.
Expansão no Interior de São Paulo
As quatro novas unidades integradas à rede Diaverum estão localizadas em cidades estratégicas do interior paulista:
- Itu: Clínica Lund de Nefrologia;
- Sorocaba: Duas unidades do Centro de Diálise e Transplante Renal (CDTR);
- Itapetininga: Instituto de Nefrologia e Diálise.
Com essa aquisição, a firma sueca — que já opera mais de 450 clínicas em 24 países — amplia sua capilaridade no Brasil, onde já possui unidades tanto em São Paulo quanto na região Nordeste.
Movimentações no Mercado Nacional
A expansão da Diaverum ocorre simultaneamente à chegada de outros competidores internacionais. Recentemente, o conglomerado argentino Olmos também sinalizou sua entrada no mercado brasileiro por meio da compra de clínicas da DaVita.
A DaVita, atualmente líder do segmento no país, está realizando desinvestimentos por obrigação de um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Curiosamente, a própria Diaverum já havia alertado o órgão regulador sobre possíveis riscos competitivos causados pela estratégia de aquisições da DaVita anteriormente.
Histórico de Crescimento da Diaverum no Brasil
Nos últimos anos, a companhia sueca tem investido pesadamente na aquisição de institutos renomados no território brasileiro, incluindo:
- Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano;
- Abertura de uma unidade moderna em Aracaju.
Impacto para os Pacientes
A entrada de grandes grupos internacionais costuma trazer investimentos em tecnologia, protocolos de segurança de ponta e infraestrutura. Para o paciente que depende de tratamentos como a hemodiálise, a consolidação do mercado pode significar o acesso a centros com padrões de qualidade globais.
O Brasil possui uma das maiores redes de diálise do mundo, e a modernização dessas clínicas é essencial para garantir a longevidade e o bem-estar dos pacientes renais crônicos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quem é a Diaverum?
A Diaverum é uma empresa de origem sueca, líder global em serviços de nefrologia, presente em 24 países e com uma rede de mais de 450 clínicas ao redor do mundo.
2. O que muda nas clínicas adquiridas?
Geralmente, as clínicas passam por um processo de integração de sistemas, adoção de protocolos médicos globais da rede e melhorias na infraestrutura física e tecnológica.
3. A aquisição afeta o atendimento pelo convênio ou SUS?
Na maioria dos casos, os contratos existentes são mantidos. A mudança de gestão visa otimizar a operação, mantendo o foco no cuidado integral ao paciente.
4. Por que o mercado brasileiro é tão visado?
Devido ao tamanho da população e ao sistema de saúde estruturado, o Brasil representa uma oportunidade de escala para grandes grupos que buscam consolidar operações de diálise em mercados emergentes.
Fonte: Adaptado de notícias do setor e divulgações institucionais. (2026).