Mostra Promessa no Manejo da Doença Renal Crônica
Um estudo recente publicado no Clinical Journal of the American Society of Nephrology lançou nova luz sobre os benefícios potenciais de uma dieta baseada em plantas de alta diversidade para pacientes com doença renal crônica (DRC).
Realizado por pesquisadores da Universidade de Wollongong (UOW) e liderado pelo Dr. Jordan Stanford, o estudo demonstra que tal dieta pode melhorar significativamente a saúde intestinal e reduzir os níveis de toxinas em pacientes com DRC.
O Estudo e a Diversidade Alimentar
A pesquisa envolveu 20 adultos com DRC que foram instruídos a consumir mais de 30 tipos diferentes de alimentos de origem vegetal por semana, incluindo:
- Frutas e vegetais diversos
- Cereais integrais
- Nozes e sementes
Essa intervenção foi projetada para aumentar a diversidade do microbioma intestinal, crucial para a saúde geral.
Resultados Promissores: Menos Toxinas, Mais Saúde
Após seguirem a dieta, os participantes apresentaram:
- Melhorias na diversidade de bactérias intestinais (melhor digestão e imunidade).
- Redução dos níveis de toxinas urêmicas no sangue e na urina.
Toxinas urêmicas são resíduos que se acumulam quando os rins falham, agravando o dano renal e riscos cardiovasculares.
Quebrando Paradigmas das Dietas Restritivas
Os achados desafiam a ideia de que pacientes com DRC devem seguir dietas altamente restritivas (baixas em potássio/fósforo). O estudo sugere que uma dieta inclusiva e diversa baseada em plantas pode ser mais segura, eficaz e fácil de manter, evitando a desnutrição.
Dr. Hicham Hassam reforça: "Ao focar na diversidade e incluir uma ampla gama de alimentos vegetais, podemos alcançar melhores resultados de saúde sem a necessidade de restrições severas."
O Eixo Intestino-Rim
O Prof. Emad El Omar destaca que modular o microbioma intestinal via dieta traz benefícios tangíveis. Retardar a progressão da DRC através da nutrição pode adiar a necessidade de diálise ou transplante.
Fonte: University of Wollongong Media Release. Estudo publicado no Clinical Journal of the American Society of Nephrology.